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	<title>IKMR &#187; Europa</title>
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	<description>Ou encontramos um Caminho ou abrimos Um</description>
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		<title>Os refugiados aqui são bem-vindos</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2014 22:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante este ano, a Igreja Católica alemã ajudou os refugiados financeiramente, com ofertas de emprego e apoio psicológico e médico. As dioceses e estruturas da Igreja Católica na Alemanha contribuíram com «mais de 73 milhões de euros» para iniciativas de solidariedade ao longo deste ano, informa a Conferência Episcopal Alemã, num comunicado citado pela Rádio Vaticano. «As dioceses alemãs dispensaram cerca de 41,58 milhões de euros em ações em favor dos refugiados na Alemanha ou outras atividades internacionais», lê-se no documento. Por sua vez, movimentos e serviços de solidariedade de âmbito católico contribuíram com 31,52 milhões «para financiar projetos em <a href="https://www.ikmr.org/2014/12/os-refugiados-aqui-sao-bem-vindos/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Durante este ano, a Igreja Católica alemã ajudou os refugiados financeiramente, com ofertas de emprego e apoio psicológico e médico.</p>
<div id="attachment_13740" style="width: 350px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/12/marx.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13739];player=img;"><img class="size-medium wp-image-13740" alt="Reinhard Marx, arcebispo de Munique e presidente do Episcopado" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/12/marx-340x198.jpg" width="340" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Reinhard Marx, arcebispo de Munique e presidente do Episcopado</p></div>
<p>As dioceses e estruturas da Igreja Católica na Alemanha contribuíram com «mais de 73 milhões de euros» para iniciativas de solidariedade ao longo deste ano, informa a Conferência Episcopal Alemã, num comunicado citado pela Rádio Vaticano.</p>
<p>«As dioceses alemãs dispensaram cerca de 41,58 milhões de euros em ações em favor dos refugiados na Alemanha ou outras atividades internacionais», lê-se no documento. Por sua vez, movimentos e serviços de solidariedade de âmbito católico contribuíram com 31,52 milhões «para financiar projetos em prol dos refugiados no Médio Oriente e no mundo».</p>
<p>A esta ajuda financeira, somaram-se outras, apontam os bispos. Dioceses, congregações religiosas e paróquias forneceram imóveis, ofereceram conselhos e ofertas de emprego, apoio psicológico e médico, desenvolveram ações de caridade e deram acolhimento a crianças.</p>
<p>«Com a ajuda aos refugiados, queremos demonstrar que a solidariedade não é uma teoria, mas uma prática de vida», explica o cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e presidente do Episcopado. «Agradeço do fundo do coração às dioceses e a todas as entidades de ajuda, aos coordenadores dos projetos, à Cáritas Internacional e a cada voluntário», destaca o cardeal, acrescentando: «Os refugiados aqui são bem-vindos».</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=31226&amp;sec=8" target="_blank">Fátima Missionária</a></p>
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		<title>ONU promove exposição fotográfica no aeroporto de Lisboa com pessoas que recebem assistência alimentar</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2014 00:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[A exposição faz parte de um projeto para identificar pessoas que compartilham a visão de mundo com Zero Fome e o espírito colaborativo necessário para que este objetivo seja alcançado. Cinco países, três continentes, um costume humano universal: compartilhar uma refeição em família. O fotógrafo, Chris Terry, foi à procura dos verdadeiros ingredientes da refeição familiar numa missão ao Equador, Chade, Níger, Jordânia e Mianmar. Estas imagens estão agora disponíveis ao público em Lisboa na exposição, A Refeição em Família – O que nos aproxima?” no Aeroporto da Portela até dia 6 de janeiro de 2015. A exposição será inaugurada oficialmente <a href="https://www.ikmr.org/2014/12/onu-promove-exposicao-fotografica-no-aeroporto-de-lisboa-com-pessoas-que-recebem-assistencia-alimentar/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13732" style="width: 350px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/12/ue.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13731];player=img;"><img class="size-medium wp-image-13732" alt="Uma das famílias fotografadas para a exposição é do Chade. Foto: PMA/Chris Terry – apoio UE" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/12/ue-340x226.jpg" width="340" height="226" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das famílias fotografadas para a exposição é do Chade. Foto: PMA/Chris Terry – apoio UE</p></div>
<p>A exposição faz parte de um projeto para identificar pessoas que compartilham a visão de mundo com Zero Fome e o espírito colaborativo necessário para que este objetivo seja alcançado.</p>
<p>Cinco países, três continentes, um costume humano universal: compartilhar uma refeição em família. O fotógrafo, Chris Terry, foi à procura dos verdadeiros ingredientes da refeição familiar numa missão ao Equador, Chade, Níger, Jordânia e Mianmar.</p>
<p>Estas imagens estão agora disponíveis ao público em Lisboa na exposição, A Refeição em Família – O que nos aproxima?” no Aeroporto da Portela até dia 6 de janeiro de 2015. A exposição será inaugurada oficialmente nesta quinta-feira (18), na área pública de chegadas do aeroporto pelo coordenador regional de emergências para a África Ocidental do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Carlos Veloso e pelo Chef português Henrique Sá Pessoa que generosamente se disponibilizou a reproduzir algumas destas receitas familiares de outras partes do mundo para o público experimentar.</p>
<p>A exposição faz parte de um projeto para identificar pessoas que compartilham a visão de mundo com Zero Fome e o espírito colaborativo necessário para que este objetivo seja alcançado.</p>
<p>Todas as famílias fotografadas por Chris Terry recebem assistência alimentar do (PMA), apoiado financeiramente pelo Departamento de Assistência Humanitária e de Proteção Civil da Comissão Europeia (ECHO).</p>
<p>Fonte: <a href="http://nacoesunidas.org/onu-promove-exposicao-fotografica-no-aeroporto-de-lisboa-com-pessoas-que-recebem-assistencia-alimentar/" target="_blank">ONU</a></p>
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		<title>Marinha italiana resgatou mais de 2.200 imigrantes em uma semana</title>
		<link>https://www.ikmr.org/2014/11/marinha-italiana-resgatou-mais-de-2-200-imigrantes-em-uma-semana/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2014 23:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[A marinha italiana resgatou mais de 2.200 imigrantes do Mediterrâneo nesta semana, o que indica que o fim da sua missão de buscas e resgate a fim de conter o fluxo de refugiados não teve os resultados esperados. Mais de 860 migrantes, na maioria famílias sírias, foram levados neste domingo ao porto siciliano de Pozzallo. Segundo a imprensa italiana, havia muitas crianças no grupo de refugiados que chegou neste domingo. A maioria das pessoas é de nacionalidade síria. Além dos sírios, 100 imigrantes vieram no Marrocos, país que até agora não se destaca na lista de refugiados que chegam à <a href="https://www.ikmr.org/2014/11/marinha-italiana-resgatou-mais-de-2-200-imigrantes-em-uma-semana/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13597" style="width: 350px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/11/espera.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13596];player=img;"><img class="size-medium wp-image-13597" alt="Família de migrantes espera para desembarcar do navio da marinha italiana &quot;Grecale&quot;, no porto de Pozzallo, Sicília, em 2 de julho de 2014. Foto: © AFP/Arquivos/GIOVANNI ISOLINO" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/11/espera-340x226.jpg" width="340" height="226" /></a><p class="wp-caption-text">Família de migrantes espera para desembarcar do navio da marinha italiana &#8220;Grecale&#8221;, no porto de Pozzallo, Sicília, em 2 de julho de 2014. Foto: © AFP/Arquivos/GIOVANNI ISOLINO</p></div>
<p>A marinha italiana resgatou mais de 2.200 imigrantes do Mediterrâneo nesta semana, o que indica que o fim da sua missão de buscas e resgate a fim de conter o fluxo de refugiados não teve os resultados esperados.</p>
<p>Mais de 860 migrantes, na maioria famílias sírias, foram levados neste domingo ao porto siciliano de Pozzallo. Segundo a imprensa italiana, havia muitas crianças no grupo de refugiados que chegou neste domingo. A maioria das pessoas é de nacionalidade síria.</p>
<p>Além dos sírios, 100 imigrantes vieram no Marrocos, país que até agora não se destaca na lista de refugiados que chegam à Itália pelo mar.</p>
<p>No sábado, 477 imigrantes foram levados para o porto  Empédocles, na costa sul da Sicília, por um barco com bandeira panamenha, o &#8220;Gaz Concord&#8221;, enquanto o marinha levou mais 354 pessoas a Pozzallo.</p>
<p>O barco petroleiro grego &#8220;Byzantion&#8221; resgatou 230 pessoas de uma embarcação precária na sexta-feira, e outros 80 imigrantes turcos foram interceptados pela guarda costeira.</p>
<p>Uma outra embarcação da marinha italiana foi esperada na segunda-feira no porto de Reggio Calabria, com 230 imigrantes resgatados.</p>
<p>A marinha italiana resgatou 150.000 pessoas em um ano com a missão Mare Nostrum, concluída no dia 1º de novembro, depois de outros países da União Europeia terem se negado a ajudar a Itália com os gastos operacionais de 9 milhões de euros (11,25 milhões de dólares) por mês.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2014/11/16/interna_mundo,543094/marinha-italiana-resgatou-mais-de-2-200-imigrantes-em-uma-semana.shtml" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></p>
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		<title>Queda em operações no Mediterrâneo eleva risco para imigrantes ilegais</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2014 21:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>

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		<description><![CDATA[A redução das operações de patrulhamento do Mediterrâneo para combater a imigração clandestina pode ter trágico efeito colateral, para além da perda de eficiência na prevenção da chegada de imigrantes ilegais à Europa: deve prejudicar a ação contra novas mortes de refugiados que tentam chegar ao continente pelo mar, adverte a Anistia Internacional. A preocupação foi manifestada por organizações em defesa de direitos humanos após anúncio, nesta semana, de que a operação italiana Mare Nostrum &#8211; que monitora o deslocamento de imigrantes irregulares que tentam cruzar o Mediterrâneo em embarcações precárias &#8211; seria substituída pela operação Triton, da União Europeia, <a href="https://www.ikmr.org/2014/11/queda-em-operacoes-no-mediterraneo-eleva-risco-para-imigrantes-ilegais/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A redução das operações de patrulhamento do Mediterrâneo para combater a imigração clandestina pode ter trágico efeito colateral, para além da perda de eficiência na prevenção da chegada de imigrantes ilegais à Europa: deve prejudicar a ação contra novas mortes de refugiados que tentam chegar ao continente pelo mar, adverte a Anistia Internacional.</p>
<div id="attachment_13543" style="width: 350px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/11/mais.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13542];player=img;"><img class="size-medium wp-image-13543" alt="Mais de 3 mil pessoas morreram neste ano tentando chegar pelo mar às costas europeias" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/11/mais-340x191.jpg" width="340" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Mais de 3 mil pessoas morreram neste ano tentando chegar pelo mar às costas europeias3030</p></div>
<p>A preocupação foi manifestada por organizações em defesa de direitos humanos após anúncio, nesta semana, de que a operação italiana Mare Nostrum &#8211; que monitora o deslocamento de imigrantes irregulares que tentam cruzar o Mediterrâneo em embarcações precárias &#8211; seria substituída pela operação Triton, da União Europeia, numa escala menor.</p>
<p>Estima-se que mais de 3 mil pessoas tenham morrido neste ano tentando chegar ao continente europeu pelo mar, vindas sobretudo do norte da África e do Oriente Médio.</p>
<p>Em entrevista à BBC Brasil, o presidente da Anistia Internacional na Itália, Gianni Rufini, criticou a substituição da Mare Nostrum pela Triton.</p>
<p>Ele acredita que a menor capacidade de atuação da operação europeia irá comprometer o monitoramento das embarcações ilegais que chegam quase diariamente à Itália, vindas do Norte da África. Muitos imigrantes perdem a vida durante a travessia em naufrágios e outros acidentes.</p>
<p>&#8220;Basta ver a sua área de ação, o seu mandato, o orçamento limitado, a pouca participação da marinha dos Estados-membros para perceber que a operação não conseguirá salvar vidas como a Itália tem feito com a operação Mare Nostrum&#8221;, afirmou Rufini.</p>
<p><span style="color: #0d1216; font-family: open_sanslight, Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 2.5em; line-height: 1;">Naufrágios</span></p>
<p>A força-tarefa do governo italiano foi criada em outubro de 2013, após a tragédia de Lampedusa, a maior já ocorrida no Mediterrâneo, quando 366 pessoas perderam a vida após um incêndio no barco em que viajavam.</p>
<p>Em um ano de atividade, a operação italiana resgatou mais de 150 mil imigrantes, entre eles mais de 22 mil crianças e adolescentes, e prendeu 330 traficantes de pessoas. Ainda assim, não conseguiu impedir as mais de 3 mil mortes de pessoas que navegavam à Europa em embarcações improvisadas.</p>
<p>&#8220;Espero que o governo italiano repense a sua posição e decida manter a operação Mare Nostrum, porque a necessidade de dar assistência aos refugiados é a mesma do que há um ano&#8221;, disse Rufini, da Anistia.</p>
<p>Apesar da crise econômica, o governo italiano destina mensalmente 9 milhões de euros para às ações de controle de embarcações clandestinas no Mediterrâneo, enquanto a operação Triton terá um orçamento de 2,9 milhões de euros por mês.</p>
<p>O almirante da marinha italiana Filippo Foffi disse à BBC que as autoridades italianas pretendem diminuir gradualmente a força-tarefa mantida até agora, enquanto a operação da Frontex começa a ser implantada.</p>
<p>&#8220;O problema é que, se tivermos que ficar limitados às águas territoriais italianas, nem saberemos que as pessoas estão em perigo, nem poderemos evitar que morram em alto-mar&#8221;, disse o almirante Foffi.</p>
<p>Mesmo com o início das operações conjuntas, a Itália continuará responsável pelo acolhimento das pessoas socorridas, assim como pelos primeiros controles médicos e pela análise dos pedidos de asilo.</p>
<p>Outra solicitação de Rufini é que o acordo de Dublin seja modificado, para permitir que os imigrantes possam prosseguir viagem para outros paíeses da UE. Atualmente o pedido de asilo político pode ser feito apenas no território onde o imigrante teve o primeiro contato com as autoridades.</p>
<p>&#8220;Impedir que essas pessoas possam viajar legalmente para outros países europeus onde possuem redes de relações é rídiculo. Significa não reconhecer a dignidade destas pessoas que, justamente, gostariam de se reunir com a família ou comunidade, quando possível&#8221;, disse Rufini.</p>
<p><span style="color: #0d1216; font-family: open_sanslight, Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 2.5em; line-height: 1;">Porta de entrada</span></p>
<p>Devido a sua posição geográfica, especialmente as ilhas de Sicília e de Lampedusa, a Itália é uma das principais portas de entrada da Europa para imigrantes provenientes da África Subsaariana e do Oriente Médio, que utilizam embarcações ilegais e em precárias condições vindas na maioria das vezes de Líbia ou Turquia.</p>
<p>A intensidade dos fluxos migratórios muda conforme a situação nos países de origem. São homens e mulheres que escapam da violência, da fome ou de guerras.</p>
<p>Em 2011, logo após a chamada Primavera Árabe, mais de 62 mil pessoas desembarcaram em território italiano, quase todas provenientes da Líbia ou da Tunísia. No ano anterior, as autoridades de fronteira haviam interceptado pouco mais de 4 mil imigrantes.</p>
<p>Neste ano, apenas entre os meses de janeiro e abril, 25.650 refugiados chegaram ao país vindos principalmente da Síria, Eritréia e Líbia, um aumento de mais de 800% em relação ao mesmo período de 2013.</p>
<p>A última operação de salvamento ocorreu no dia 22 de outubro, quando um grupo de 172 pessoas desembarcou no porto de Crotone, na Calábria, regatado de diferentes embarcações presentes no canal da Sicília. Entre os imigrantes estavam 142 homens, 25 mulheres e cinco crianças. A maioria viajava com a família inteira, vindas sobretudo de territórios palestinos, da Síria e do Paquistão.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141031_imigrantes_resgate_mediterraneo_pai_ez" target="_blank">BBC Brasil</a></p>
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		<title>Exposição “Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto&#8221;</title>
		<link>https://www.ikmr.org/2014/10/exposicao-tao-somente-criancas-infancias-roubadas-no-holocausto/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2014 22:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[De 07 a 31 de outubro, a capital mineira receberá uma exposição que marca uma homenagem especial às crianças vítimas do Holocausto e da violência em todo o mundo. A mostra “Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto”, promovida pela Wizo Minas Gerais e com curadoria do Museu do Holocausto de Curitiba, será aberta ao público, com visitação gratuita, e exibida na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães da Bibilioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Em exibição na quarta capital brasileira (Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo já receberam a mostra), a exposição “Tão <a href="https://www.ikmr.org/2014/10/exposicao-tao-somente-criancas-infancias-roubadas-no-holocausto/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/CRIANAS.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13497];player=img;"><img class="alignleft size-full wp-image-13498" alt="CRIANÇAS" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/CRIANAS.jpg" width="300" height="300" /></a>De 07 a 31 de outubro, a capital mineira receberá uma exposição que marca uma homenagem especial às crianças vítimas do Holocausto e da violência em todo o mundo. A mostra “Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto”, promovida pela Wizo Minas Gerais e com curadoria do Museu do Holocausto de Curitiba, será aberta ao público, com visitação gratuita, e exibida na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães da Bibilioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.</p>
<p>Em exibição na quarta capital brasileira (Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo já receberam a mostra), a exposição “Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto” foi criada com um acervo especial do Museu do Holocausto, sediado em Curitiba, que recebeu contribuições de sobreviventes e instituições ligadas à memória do Holocausto. O museu é o único espaço no Brasil que expõe, registra, documenta e educa sobre o genocídio aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, além de resgatar a memória histórica do fato e suas lições.</p>
<p>Durante a visitação, as pessoas vão se deparar com histórias de resistência e sobrevivência, além de informações históricas distribuídas em 26 painéis sobre as 1,5 milhão de crianças assassinadas durante o Holocausto. Os visitantes terão acesso a depoimentos em vídeo e a um acervo especial de peças que retratam a memórias das vítimas, como documentos de nacionalidade, cartões postais de campos de concentração, cartas de familiares e objetos pessoais: lenço de tecido, livro judaico de rezas, cadernetas de anotações, além de livro de registro de refugiados, bilhete de passagem e manuscritos.</p>
<p>Na visitação, os participantes também passarão por um observatório, por onde é possível enxergar várias luzes em pequenos espelhos que as refletem, simbolizando as vidas que se foram pelo Holocausto. Dentro da “caixa escura”, vozes de 11 adolescentes curitibanos, muitos descendentes de sobreviventes, destacarão nomes de crianças judias assassinadas, suas idades e locais de origem. Esse espaço foi inspirado no Memorial das Crianças do Yad Vashem, em Jerusalém.</p>
<p>A exposição termina com um painel colorido que registra os direitos internacionais das crianças pela UNICEF, intercalados por gavetas que o público poderá abrir e se surpreender com reproduções de brinquedos e objetos relacionados à infância. Outras gavetas permanecerão fechadas, simbolizando as infâncias roubadas no Holocausto.</p>
<p>O presidente da Associação Casa da Cultura Beit Yaacov, idealizador da exposição e do primeiro Museu do Holocausto no país, Miguel Krigsner, comenta que a violência é, mundialmente, uma experiência devastadora para as crianças. “A violência contra as crianças ao redor do mundo não pode mais ser admitida e a proposta deste trabalho é, realmente, promover a reflexão do que pode ser feito para evitar que genocídios como o Holocausto voltem a acontecer. Destacando as crianças, discutimos qual sociedade estamos dispostos a proporcioná-los”.</p>
<p>O Tema</p>
<p>Ainda hoje, em todo o mundo, milhões de crianças são expostas à violência, inclusive, dentro de suas casas. A exposição “Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto” traz à tona a discussão sobre as formas de violência e suas influências, reforçadas pelo preconceito e aspiração de superioridade dos seus agressores. “Queremos demonstrar que a violência não pode ser aceita como inevitável ou normal, e que todas as formas de agressão provocam lesões duradouras na vida dessas crianças”, afirma Maria Auxiliadora Buelli, presidente da WIZO em Minas Gerais. “Cuidar das crianças é responsabilidade de todos”, completa.</p>
<p>Realização, Promoção e Apoio</p>
<p>A exposição é uma realização do Museu do Holocausto de Curitiba e da Associação Casa de Cultura Beit Yaacov. A promoção é da Wizo Minas Gerais, com o suporte da Bibilioteca Pública Estadual Luiz de Bessa e da Federação Israelita do Estado de Minas (Fisemg). A mostra tem apoio do Governo Federal por meio da Secretaria de Direitos Humanos, do Consulado Honorário de Israel em Belo Horizonte e da Confederação Israelita do Brasil (Conib).</p>
<p>A ação é presidida por Miguel Krigsner, com concepção curatorial e coordenação-geral de Carlos Reiss, coordenação museológica de Fernanda Nunes de Souza, concepção museográfica e de comunicação de Álvaro Gusso e instalações e execução da Mão Colorida Comunicação Visual.</p>
<p>A trilha sonora é de Hélio Ziskind, a direção de vozes de Gerson Fisbein e as vozes são dos adolescentes Gabriella Giandotti Gomar, Henrique Weishof, Ilana Feldman, Ilana Ida Grynbaum Ingberman, João Pedro Miskulin, Julia Troib, Laura Kaminski Paciornik, Lila Fisbein, Luisa Zindeluk Rotenberg, Rafaella Pereira Ferraro e Tomer Weishof.</p>
<p>Sobre a WIZO</p>
<p>A WIZO nasceu em 1920, da solidariedade de mulheres judias inglesas para com as pessoas que viviam em precárias condições de vida no então Estado de Israel. As fundadoras da WIZO perceberam que a educação deveria ser a chave para a minimização da desigualdade e avaliaram que a mulher, pela sua posição na estrutura familiar, poderia ser o elemento multiplicador de novos conhecimentos, hábitos e atitudes.</p>
<p>A WIZO tem como base de atuação o trabalho com a parcela menos favorecida da sociedade, buscando integrá-la à comunidade maior, através de trabalhos sociais, educacionais e na área da saúde, além de promover a integração da família, programas de profissionalização e defesa dos direitos da mulher. No Brasil, a WIZO, através de seus 11 centros espalhados pelo país, apóia obras assistenciais locais, realizando um importante trabalho de intercâmbio entre Brasil e Israel.</p>
<div id="about-event">
<h3>SOBRE O EVENTO</h3>
<p>Local: Bibilioteca Pública Estadual Luiz de Bessa</p>
<p>Endereço: Praça da Liberdade, 21 – Funcionários. Belo Horizonte – MG</p>
<p>Observações: Informações: (31) 3269-1166</p>
<p>Valor: Entrada Gratuita</p>
<p>Horário: Segunda a sexta-feira, de 08h às 20h Sábados, de 08h às 16h Domingos, de 12h às 16h</p>
<p>Site: <a href="http://www.pbh.gov.br/cultura" target="_blank">http://www.pbh.gov.br/cultura</a></p>
<p>Data final: 31/10/2014</p>
</div>
<p>Visitantes terão acesso a depoimentos em vídeo e acervo especial de peças que retrata memórias de crianças assassinadas durante genocídio aos judeus na Segunda Guerra.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.bheventos.com.br/evento/10-28-2014-exposicao-tao-somente-criancas-infancias-roubadas-no-holocausto" target="_blank">BH Eventos</a></p>
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		<title>Uma aliança pelo humanitarismo</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2014 00:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Questões Globais]]></category>

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		<description><![CDATA[Ajuda humanitária salva muitas vidas humanas. Um dos atores mais importantes é a UE. Violência e desespero marcam, há três anos, o cotidiano de muita gente na Síria. Mais de 191 000 pessoas foram mortas na guerra civil, segundo os dados das NAÇÕES UNIDAS (ONU). Numerosas moradias, escolas e hospitais foram destruídos. Muitos sírios só veem uma saída: eles abandonam o país. No final de setembro de 2014, o comissariado de refugiados da ONU falou de mais de 3 milhões de refugiados sírios e o Secretariado das NAÇÕES UNIDAS para a Ajuda Humanitária (OCHA) estimou em 6,5 milhões o número dos <a href="https://www.ikmr.org/2014/10/uma-alianca-pelo-humanitarismo/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ajuda humanitária salva muitas vidas humanas. Um dos atores mais importantes é a UE.</p>
<p><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/ajuda.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13441];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-13442" alt="ajuda" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/ajuda-340x191.jpg" width="340" height="191" /></a>Violência e desespero marcam, há três anos, o cotidiano de muita gente na Síria. Mais de 191 000 pessoas foram mortas na guerra civil, segundo os dados das NAÇÕES UNIDAS (ONU). Numerosas moradias, escolas e hospitais foram destruídos. Muitos sírios só veem uma saída: eles abandonam o país. No final de setembro de 2014, o comissariado de refugiados da ONU falou de mais de 3 milhões de refugiados sírios e o Secretariado das NAÇÕES UNIDAS para a Ajuda Humanitária (OCHA) estimou em 6,5 milhões o número dos desterrados dentro do próprio país – a maior catástrofe de refugiados há muitos anos. No ano de 2013, o número de pessoas em fuga em todo o mundo aumentou para 51,2 milhões – o maior número desde a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Com frequência, sua última esperança é a ajuda do exterior. A União Europeia (UE) foi a mais importante financiadora da ajuda humanitária no mundo em 2013. Ela contribuiu com mais de 1,3 bilhão de euros. Somados à ajuda prestada pelos seus países membros, isto corresponde à metade das verbas mundiais destinadas à ajuda humanitária. Na Síria, por exemplo, a UE pôs à disposição 350 milhões de euros adicionais aos recursos dos anos anteriores e apoiou também os países vizinhos, que acolheram refugiados, com material de ajuda como ambulâncias, aparelhos de calefação e artigos de higiene. Desde a deflagração da guerra civil, a Europa pôs à disposição mais de 2,8 bilhões de euros.</p>
<p>Inúmeros outros conflitos e catástrofes ocupam o mundo ininterruptamente – e, praticamente em todas as partes, a União Europeia tenta ajudar. E nisto, não faz diferença se a situação de emergência foi causada por guerra ou catástrofe natural. Pois no centro da ajuda estão sempre as pessoas.</p>
<p>A maior parte do orçamento da União Europeia para as medidas humanitárias destina-se à ajuda alimentar – as pessoas recebem gêneros alimentícios, dinheiro, vales, sementes e adubos. Além disto, ajuda-se também com alojamentos, água potável pura, assistência médica e instalações sanitárias.</p>
<p>A UE não atua, no entanto, diretamente. Ela apoia cerca de 200 parceiros, que prestam assistência nos respectivos países – entre eles, as NAÇÕES UNIDAS (ONU), organizações não governamentais ou consórcios como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha ou a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. A coordenação das concessões de ajuda da UE é assumida pela Direção Geral de Ajuda Humanitária e Prevenção de Catástrofes, cuja sigla é ECHO. “Desde 2010, estas duas questões estão unidas sob o mesmo teto, sua junção torna a coordenação da ajuda ainda mais eficiente”, esclarece Kim Eling. O ALEMÃO é subchefe de gabinete no setor de ajuda humanitária e prevenção de catástrofes da UE. Na Direção Geral de Ajuda Humanitária e Prevenção de Catástrofes trabalham 811 funcionários – 460 deles atuam num total de 44 dependências no exterior. Entre outras coisas, eles controlam os projetos financiados pela União Europeia. Os demais funcionários atuam a partir de Bruxelas.</p>
<p>Salvar vidas humanas, reduzir o sofrimento: estas são as metas, tanto da ajuda humanitária, como da prevenção de catástrofes. “A ajuda humanitária é concedida sobretudo a países fora da UE e disponibiliza ajudas financeiras a organizações independentes”, segundo Eling. Já a prevenção de catástrofes concede ajuda imediata também dentro da UE. E recorre a entidades estatais como o serviço ALEMÃO Technisches Hilfswerk (THW). Quase todos os 80 000 integrantes do THW trabalham como voluntários – e muito: em 2013, estiveram em ação durante 1,9 milhões de horas trabalhadas. Os assistentes têm seu melhor desempenho através de cooperação com outras organizações. Por isto, surgiu em 1991 a ideia de coordenar os programas de ajuda dentro da UE. Naquele ano, inúmeras crises humanitárias, em países como o Afeganistão, Myanmar, Ruanda, Sri Lanka ou Sudão, preocupavam o mundo. Os então doze países membros da UE decidiram fortalecer sua cooperação. Já em 1992, ano da sua fundação, a ECHO pôde dar provas da sua competência: a guerra na antiga Iugoslávia deixou centenas de milhares de pessoas famintas, traumatizadas e banidas da sua terra natal. A UE enviou, entre outras coisas, 300 000 toneladas de gêneros alimentícios, cobertores, colchões e artigos de higiene para a região. Nunca antes, uma organização internacional tinha prestado ajuda humanitária de tais proporções a uma região.</p>
<p>Ao lado de tais ajudas coordenadas entre si, todos os países da UE têm também seus programas próprios. Na Alemanha, o Ministério Federal das Relações Externas é responsável desde 2012 por toda a ajuda humanitária do governo ALEMÃO no exterior. Anteriormente, a responsabilidade também era em parte do Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ). De modo semelhante à União Europeia, também o Ministério Federal das Relações Externas fomenta projetos de ajuda – em 2013, num montante de mais de 358 milhões de euros. Os programas dos países membros da UE, as medidas da ECHO e todos os demais programas mundiais de ajuda são coordenados pela ONU. “As medidas humanitárias da UE e seus países membros permanecem visíveis, mas integram uma ação global”, esclarece o perito Kim Eling. Além disto, os assistentes comprometem-se a agir dentro dos quatro princípios – neutralidade, humanidade, independência e imparcialidade. A importância destes princípios básicos cresce, pois necessita-se cada vez mais de ajuda: para 2014, a ONU calculou um valor-teto de 13 bilhões de euros para todo o mundo.</p>
<p>Maior necessidade significa também mais trabalho. Por isto, a UE emprega cada vez mais voluntários. Na nova iniciativa “EU Aid Volunteers”, ela treina cidadãos engajados para a ajuda humanitária. A partir de 2015, os voluntários viajarão a regiões de catástrofe em todo o mundo e apoiarão as organizações de ajuda no seu trabalho. Inicialmente, o projeto durará até 2020. Até lá, a meta é formar mais de 18 000 cidadãos da UE como voluntários da assistência humanitária. Desta maneira deverão ser formadas também as lideranças do futuro.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.deutschland.de/pt/topic/politica/paz-seguranca/uma-alianca-pelo-humanitarismo" target="_blank">DE</a></p>
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		<title>Ministros do Interior propõem mudanças em política de refugiados da UE</title>
		<link>https://www.ikmr.org/2014/10/ministros-do-interior-propoem-mudancas-em-politica-de-refugiados-da-ue/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2014 12:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Clarissa Viana]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Questões Globais]]></category>

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		<description><![CDATA[Os ministros do Interior da União Europeia querem uma distribuição mais justa dos migrantes entre os países, através de quotas fixas. Resgate marítimo também deve ser restrito. As crises nas vizinhanças da Europa – na Síria, Iraque ou norte da África – acarretaram um aumento do número de refugiados na União Europeia. &#8220;Desde a Segunda Guerra Mundial não se viam tantos refugiados como agora&#8221;, disse o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, no encontro com seus colegas europeus em Luxemburgo. De acordo com os números do departamento de estatísticas da UE Eurostat, cinco países do bloco, inclusive a Alemanha, <a href="https://www.ikmr.org/2014/10/ministros-do-interior-propoem-mudancas-em-politica-de-refugiados-da-ue/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13302" style="width: 350px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/refugiados_Lampedusa.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13301];player=img;"><img class="size-medium wp-image-13302" alt="Foto: F. Lannino - S. Gabriele" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/refugiados_Lampedusa-340x191.jpg" width="340" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: F. Lannino &#8211; S. Gabriele</p></div>
<p>Os ministros do Interior da União Europeia querem uma distribuição mais justa dos migrantes entre os países, através de quotas fixas. Resgate marítimo também deve ser restrito.</p>
<p>As crises nas vizinhanças da Europa – na Síria, Iraque ou norte da África – acarretaram um aumento do número de refugiados na União Europeia. &#8220;Desde a Segunda Guerra Mundial não se viam tantos refugiados como agora&#8221;, disse o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, no encontro com seus colegas europeus em Luxemburgo. De acordo com os números do departamento de estatísticas da UE Eurostat, cinco países do bloco, inclusive a Alemanha, recebem 75% dos refugiados no continente.</p>
<p>De Maizière e a comissária europeia de Assuntos Internos, Cecilia Malmström, estão de acordo de que a situação não pode continuar assim. &#8220;Todos os países devem assumir a responsabilidade. Hoje, apenas metade dos membros da UE recebe refugiados. Todos os 28 Estados-membros do bloco têm que receber, eles próprios, refugiados, ou aceitá-los de países que estão particularmente sobrecarregados&#8221;, exigiu Malmström.</p>
<p>Sob proposta da França, Alemanha e Itália, os ministros do Interior aprovaram uma série de medidas com vista à redução do número de refugiados e a sua melhor distribuição na Europa. &#8220;Assim, temos uma declaração de intenções vinculativa, para todos nós, sobre como queremos lidar com o tema da migração ilegal e dos refugiados nas próximas semanas e meses&#8221;, disse De Maizière em Luxemburgo. Apesar de ver no fato um grande sucesso, o ministro logo ressaltou que a medita tem que, &#8220;naturalmente, isso ainda ser implementada&#8221;, e &#8220;isso é muito difícil dadas as circunstâncias&#8221;.</p>
<p>Críticas à Itália</p>
<p>Tal ceticismo é justificado, pois muitas vezes os ministros do Interior da UE aprovaram reformas da política de refugiados que nunca saíram do papel. Agora, junto aos países vizinhos, e principalmente à Líbia, pretende-se combater &#8220;decididamente&#8221; os bandos de atravessadores, que extorquem dos refugiados desesperados até 10 mil euros pela travessia do Mar Mediterrâneo. Todos os Estados-membros da UE deverão registrar as impressões digitais dos refugiados que chegam, em vez de simplesmente deixá-los continuar viagem para outros países do Espaço de Schengen, onde não há controles de fronteira.</p>
<div id="attachment_13303" style="width: 350px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/ThomasMaiziere_IKMR.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13301];player=img;"><img class="size-full wp-image-13303" alt="Thomas de Maizière: situação não pode continuar como está. Foto: Jens Shicke" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/ThomasMaiziere_IKMR.jpg" width="340" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Thomas de Maizière: situação não pode continuar como está. Foto: Jens Shicke</p></div>
<p>Segundo estimativa alemã, no momento essa regra, que já vale há algum tempo, é desrespeitada principalmente pela Itália. Também o Serviço Jesuíta para Refugiados (JRS), organização de ajuda humanitária baseada em Bruxelas, criticou nesta semana a por Itália não cuidar suficientemente dos migrantes, deixando-os simplesmente cair na clandestinidade ou prosseguir viagem. De Maizière pretende emprestar pessoal e equipamento aos países do Sul da Europa.</p>
<p>&#8220;Estamos oferecendo ajuda à Itália e a outros países no acolhimento de refugiados, em forma de equipamentos e funcionários, para que os devidos registros sejam executados. Assim como a situação está, não pode continuar&#8221;, declarou o ministro. No entanto, segundo diplomatas europeus, por várias vezes no passado, a Itália nunca reagiu a ofertas semelhantes. Ela recebeu já da União Europeia centenas milhões de euros para melhor acomodação e acolhimento de refugiados, mas as verbas foram desviadas para fins desconhecidos.</p>
<p>Alemanha disposta a quotas sob condições</p>
<div id="attachment_13304" style="width: 350px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/Angelino_Cecilia_IKMR.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13301];player=img;"><img class="size-full wp-image-13304" alt="Ministro italiano Angelino Alfano e comissária da UE Cecilia Malmström. Foto: DW / B. Riegert" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/Angelino_Cecilia_IKMR.jpg" width="340" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Ministro italiano Angelino Alfano e comissária da UE Cecilia Malmström. Foto: DW / B. Riegert</p></div>
<p>Se todos os países registrarem os refugiados devidamente, possibilitando, assim, um panorama realista dos encargos envolvidos, o ministro do Interior alemão se declarou em princípio disposto a suspender as regras do Tratado de Dublin. Esse prevê que os refugiados devem permanecer no país onde pisam pela primeira vez território da UE. Agora, diante do grande número de refugiados, De Maizière já considera a distribuição destes segundo quotas fixas.</p>
<p>&#8220;No momento, isso não está previsto pela lei. Por isso, é preciso que ocorra de forma voluntária e, certamente, por tempo limitado. Temos que concordar sobre quotas de admissão, por exemplo, de acordo com o número de habitantes de cada país. Então, teremos que cuidar para que os países que estejam acima dessas quotas sejam aliviados com a distribuição dos migrantes pelos países com contingente abaixo do estabelecido&#8221;, propôs o ministro.</p>
<p>A maioria das organizações de ajuda humanitária como a Anistia Internacional ou a Pro Asyl já defende há anos uma regra de quotas para a distribuição de refugiados. O ministro não sabe dizer se com a aplicação de tal regra, a Alemanha iria receber mais ou menos refugiados. &#8220;Isso depende naturalmente do critério de distribuição.&#8221;</p>
<p>A Itália, que neste ano já resgatou do mar mais de 100 mil refugiados com a operação &#8220;Mare Nostrum&#8221;, deverá ser aliviada. Em relação à própria população, a Suécia e a Itália hoje são as que recebem o maior número de refugiados; Portugal e Polônia estão em último lugar.</p>
<p>Uma distribuição dos refugiados deve &#8220;acontecer infelizmente de forma voluntária&#8221;, confirmou a comissária Cecilia Malmström. &#8220;Temos dinheiro, pressão política e palavras à disposição. Porém não podemos forçar os Estados-membros – mas simplesmente esperar – que cada um se conscientize da própria responsabilidade.&#8221;</p>
<p>&#8220;Triton&#8221; em vez &#8220;Mare Nostrum&#8221;</p>
<div id="attachment_13305" style="width: 350px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/resgate_refugiados_IKMR.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13301];player=img;"><img class="size-full wp-image-13305" alt="Guarda costeira italiana resgata refugiados. Foto: Alliance / DPA" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/resgate_refugiados_IKMR.jpg" width="340" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Guarda costeira italiana resgata refugiados. Foto: Alliance / DPA</p></div>
<p>A UE decidiu iniciar a partir de 1° de novembro uma nova &#8220;operação de busca e salvamento&#8221; no Mediterrâneo, em torno da costa da Itália. Batizada &#8220;Triton&#8221;, nome do deus grego mensageiro do mar, deverá envolver três navios e dois aviões de observação. Ela poderia substituir a operação maior &#8220;Mare Nostrum&#8221;, que a Itália iniciou no ano passado, após graves catástrofes com refugiados nas costas da ilha de Lampedusa.</p>
<p>O ministro italiano do Interior, Angelino Alfano, pretende descontinuar o mais breve possível essa operação, cujo custo mensal de 9 milhões de euros ele considera excessivo.</p>
<p>&#8220;Triton&#8221; deverá agora atuar somente na costa italiana, não indo mais até as águas territoriais da Líbia, para interceptar, já ali, os barcos lotados com refugiados. A Pro Asyl considera dramáticas as novas limitações. Segundo a organização de direitos humanos, a UE está construindo novas muralhas, arriscando, assim, novas mortes em massa de refugiados. Desde a redução do &#8220;Mare Nostrum&#8221;, falta um serviço abrangente de resgate em todo o Mediterrâneo.</p>
<p>Um diplomata grego rebateu as críticas aos países do Sul da Europa e seus deficientes processos de requerimento de asilo. Afinal de contas, a Bulgária, a Itália e a Grécia são os países que mais recebem refugiados, argumentou. Eles estão simplesmente sobrecarregados. &#8220;Olhe as nossas 16.500 milhas marítimas de fronteiras e nossas 6 mil ilhas e então me aponte quem poderia lidar melhor com os desafios, diante da nossa crise econômica. Essa pessoa não existe. E disso a Europa sabe, quando é realista. A situação escala e piora. Devemos conversar e apoiar os países do Sul&#8221;, exortou o diplomata, que não quis ser identificado.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.dw.de/ministros-do-interior-prop%C3%B5em-mudan%C3%A7as-em-pol%C3%ADtica-de-refugiados-da-ue/a-17986393" target="_blank">DW</a></p>
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		<title>Portuguesas ganham prémio internacional com abrigo para refugiados na Síria</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2014 18:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Clarissa Viana]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[abrigos]]></category>
		<category><![CDATA[guerras]]></category>
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		<description><![CDATA[As três amigas, que tiraram o curso de Arquitetura na Universidade Lusíada do Porto, decidiram-se pela criação de um abrigo para refugiados na Síria. Três jovens arquitetas portuguesas venceram um concurso internacional ao realizar um projeto de abrigos para os refugiados na Síria, que irá estar em exposição na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, em dezembro. A arquiteta Ângela Pinto explicou hoje à agência Lusa que, juntamente com Joana Lacerda e Carla Pereira, frequentou um curso promovido pela Open Online Academy, dedicado a abrigos em locais de emergência e cujo trabalho final iria a concurso. O objetivo final <a href="https://www.ikmr.org/2014/10/portuguesas-ganham-premio-internacional-com-abrigo-para-refugiados-na-siria/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/Siria_Portugal_IKMR.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13307];player=img;"><img class="size-medium wp-image-13308 alignleft" alt="Siria_Portugal_IKMR" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/Siria_Portugal_IKMR-340x190.jpg" width="340" height="190" /></a></p>
<div>
<div>As três amigas, que tiraram o curso de Arquitetura na Universidade Lusíada do Porto, decidiram-se pela criação de um abrigo para refugiados na Síria.</div>
<div></div>
<div>Três jovens arquitetas portuguesas venceram um concurso internacional ao realizar um projeto de abrigos para os refugiados na Síria, que irá estar em exposição na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, em dezembro.</div>
<div>
<p>A arquiteta Ângela Pinto explicou hoje à agência Lusa que, juntamente com Joana Lacerda e Carla Pereira, frequentou um curso promovido pela Open Online Academy, dedicado a abrigos em locais de emergência e cujo trabalho final iria a concurso.</p>
<p>O objetivo final do curso era projetar abrigos para vítimas de guerras ou desastres naturais, e as três amigas, que tiraram o curso de Arquitetura na Universidade Lusíada do Porto, decidiram-se pela criação de um abrigo para refugiados na Síria.</p>
<p>“Estamos as três desempregadas e decidimos fazer este curso pois a temática de uma arquitetura social e mais humana interessa-nos bastante”, disse à Lusa Ângela Pinto, avançando que o maior desafio foi criar um abrigo que pudesse ser colocado em prática com um orçamento limitado, que não poderia ultrapassar os mil dólares (cerca de 780 euros).</p>
<p>O prémio consiste na exposição e apresentação do trabalho na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, entre 1 e 12 de dezembro, e na Asia Society, em São Francisco, além de uma menção numa publicação da especialidade nos Estados Unidos e a eventual construção do projeto caso se consiga reunir financiamento de Organizações Não Governamentais.</p>
<p>“O momento mais alto, depois da exposição, era vermos o nosso projeto construído e essa é a ideia inicial”, explicou Ângela Pinto, adiantando que, primeiro que tudo, vão ter de arranjar financiamento para a viagem aos Estados Unidos.</p>
<p>Joana Lacerda contou, por seu turno, que o projeto foi decorrendo de forma faseada, ao longo dos módulos que iam tendo, mas sempre com uma “grande entrega” da parte das três recém-arquitetas.</p>
<p>“Temos as três as mesmas convicções, foi tudo feito com muita entrega, muita alma. As coisas surgiram naturalmente. Claro que houve bastante pesquisa por trás para entender as necessidades específicas destes locais, mas acima de tudo foi a coerência e equilíbrio que tínhamos as três, pelo que as coisas surgiram naturalmente”, frisou Joana Lacerda.</p>
<p>Desta forma, a ideia das três amigas passou por criar um abrigo que fosse o mais “adaptável possível”, tanto em relação ao número de pessoas que o pode utilizar, como na forma de enfrentar o clima, através do conceito de flexibilidade.</p>
<p>“Na Síria, há os dois climas [frio e quente] e queríamos que [o abrigo] tivesse a possibilidade de ficar mais pequeno no inverno para concentrar o calor, e de se alargar para o exterior nas temperaturas mais quentes”, explicou Ângela Pinto.</p>
<p>A utilização de materiais pré-fabricados possibilita a fácil construção do abrigo que terá no seu exterior uma grelha, de forma a possibilitar a personalização de acordo com quem nela se encontra.</p>
<p>“Sentimos que estas pessoas também precisam de novos estímulos e daí que tenhamos pensado que poderiam revestir a fachada da forma que mais se identificasse com elas”, recorrendo a materiais reutilizáveis encontrados no local, sublinhou.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ionline.pt/artigos/portugal/portuguesas-ganham-premio-internacional-abrigo-refugiados-na-siria/pag/-1" target="_blank">Jornal i</a></p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Itália e União Europeia não devem abandonar os refugiados no mar</title>
		<link>https://www.ikmr.org/2014/10/italia-e-uniao-europeia-nao-devem-abandonar-os-refugiados-no-mar/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2014 01:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[Para MSF, é preciso manter operações de vigilância e resgate nas águas internacionais para atender vítimas de naufrágio, refugiados ou não. Um ano após o trágico naufrágio de um barco na ilha de Lampedusa, na Itália, guerras como a da Síria, crises prolongadas e o caos na Líbia continuam levando um número sem precedentes de pessoas a buscarem refúgio na Europa. Na medida em que os pacientes atendidos pelas equipes médicas na Sicília estão cada vez mais vulneráveis, a União Europeia (UE) deve continuar as buscas e operacões de resgate para salvar vidas no Mediterrâneo, segundo a organização humanitária internacional <a href="https://www.ikmr.org/2014/10/italia-e-uniao-europeia-nao-devem-abandonar-os-refugiados-no-mar/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para MSF, é preciso manter operações de vigilância e resgate nas águas internacionais para atender vítimas de naufrágio, refugiados ou não.</p>
<p><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/Italia.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13242];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-13243" alt="Migrant Route Augusta Italy 2014" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/10/Italia-340x226.jpg" width="340" height="226" /></a>Um ano após o trágico naufrágio de um barco na ilha de Lampedusa, na Itália, guerras como a da Síria, crises prolongadas e o caos na Líbia continuam levando um número sem precedentes de pessoas a buscarem refúgio na Europa.</p>
<p>Na medida em que os pacientes atendidos pelas equipes médicas na Sicília estão cada vez mais vulneráveis, a União Europeia (UE) deve continuar as buscas e operacões de resgate para salvar vidas no Mediterrâneo, segundo a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF).</p>
<p>Enquanto os conflitos pelo mundo se multiplicam, os países da UE continuam a fechar suas fronteiras, deixando o mar como única opção para muitos que desejam chegar à Europa e pedir proteção internacional. MSF está oferecendo cuidados médicos emergenciais e suporte à saúde mental em dois dos principais pontos de chegada na Sicília &#8211; Augusta e Pozzallo &#8211; a milhares de pessoas que fugiram da guerra na Síria, das perseguições na Eritreia e da extrema pobreza na África subsaariana. Sinais preocupantes por parte de autoridades italianas e da UE indicam o possível encerramento da operação Mare Nostrum (Nosso Mar, em português), e a missão Frontex plus, anunciada pela UE, aparenta ser mais limitada, restringindo-se ao patrulhamento das águas em território italiano, por exemplo.</p>
<p>&#8220;Enquanto as pessoas desesperadas forem forçadas a se sujeitar a essa rota perigosa, Itália e UE devem se prontificar para responder ao desastre humanitário que se desdobra em sua porta&#8221;, afirma Stefano Di Carlo, coordenador-geral de MSF na Itália. &#8220;Milhares de vidas estariam em risco se as águas internacionais, onde muitos naufrágios trágicos acontecem, não fossem ativamente patrulhadas.&#8221;</p>
<p>A rota do Meditarrâneo Central é a mais perigosa para se chegar à Europa, não apenas devido ao risco de morte no mar, mas também por causa da violência extrema que é frequentemente vivenciada no percurso. Os pacientes atendidos por MSF na Sicília estão cada vez mais vulneráveis. Vítimas de violência e tortura, pessoas incapacitadas, gestantes e crianças estão fugindo para salvarem suas vidas, deixando para trás conflitos, perseguições e pobreza.</p>
<p>&#8220;Durante todos esses anos oferecendo cuidados médicos a imigrantes e refugiados na Itália, nunca vimos tantas mulheres e crianças&#8221;, conta Stefano. &#8220;Eles escapam de uma situação de perigo para entrarem logo em outra, em barcos frágeis, que eles esperam que os levem ao destino final em segurança. Muitos sobreviveram a naufrágios, testemunharam afogamentos ou perderam seus entes queridos.&#8221;</p>
<p>O caos na Líbia levou milhares de pessoas a fugirem para a Europa &#8211; 90% das pessoas que ali chegam vêm da costa do país. Pessoas que trabalham na Líbia ou que fazem uso da costa do país como ponto de partida para a Europa estão particularmente vulneráveis à instabilidade. Por causa da insegurança em deterioração, MSF foi forçada a suspender operações em Trípoli em meados de julho.</p>
<p>&#8220;Uma garota senegalesa de 17 anos nos disse que estava indo visitar seus pais na Líbia, onde eles moram e trabalham, e descobriu que eles haviam sido mortos&#8221;, conta Stefano. &#8220;Ela não tinha como voltar para casa, já que as fronteiras haviam sido fechadas, e, então, pegou um barco para escapar da violência. Mas seu trauma não terminou ali: o barco afundou e ela teme ter de encarar o mar novamente.&#8221;</p>
<p>De janeiro a agosto, equipes de MSF em Pozzallo examinaram cerca de 19 mil pessoas em 64 pontos de chegada. A maioria das pessoas chegam em condições físicas razoáveis, na medida em que são resgatadas rapidamente pela Mare Nostrum. A maioria dos problemas médicos tratados estão relacionados com a jornada anterior ao mar, como traumas, doenças de pele resultantes da falta de higiene em centros de detenção na Líbia, e infecções do trato respiratório. Em agosto, MSF estruturou uma clínica no porto de Augusta, onde foram realizadas 582 consultas ambulatoriais no primeiro mês, das quais 71 pessoas reportaram terem sido vítimas de violência.</p>
<p>&#8220;Enquanto os naufrágios das últimas semanas demonstram a necessidade óbvia por operações de busca e resgate no Mediterrâneo, está claro que as pessoas estão arriscando suas vidas por não terem alternativa segura e legal de chegar à Europa&#8221;, afirma Stefano. &#8220;É um ultraje que operações de resgate sejam necessárias por si só. As pessoas não deveriam ter de arriscar suas vidas pela segunda vez, quando já estão fugindo do perigo em seus países.&#8221;</p>
<p><em>MSF atua na Itália com refugiados e imigrantes desde 2002, principalmente na ilha de Lampedusa de 2002 a 2013. Hoje, MSF presta suporte às autoridades de saúde italianas com a oferta de cuidados médicos a refugiados, imigrantes e requerentes de asilo nas províncias de Ragusa e Siracusa, na Sicília.</em></p>
<p><em>Na Grécia, MSF atuava no norte do país, levando cuidados médicos e psicológicos a imigrantes, refugiados e requerentes de asilo nas estações de polícia da fronteira e em centros de detenção até abril de 2014. Atualmene, a organização permanece pronta para intervir onde for necessário no país. Em breve, MSF vai iniciar a oferta de cuidados médicos às vítimas de violência em Atenas, em colaboração com duas organizações gregas.</em></p>
<p>Fonte: <a href="http://msf.org.br/noticias/italia-e-uniao-europeia-nao-devem-abandonar-os-refugiados-no-mar?utm_source=facebook&amp;utm_medium=social+media&amp;utm_content=2014-10-03_Italia_refugiados_mar_&amp;utm_campaign=facebook-noticias" target="_blank">MSF</a></p>
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		<title>Angelina Jolie e ONU alertam para crise de refugiados no Mediterrâneo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2014 23:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Questões Globais]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de 2,5 mil morreram afogadas ou desapareceram neste ano tentando fazer a travessia entre Oriente Médio ou África e a Europa; António Guterres e Angelina Jolie visitaram uma base naval de salvamento em Malta. Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.* A atriz e enviada especial do Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, Angelina Jolie, alertou para a crise que envolve a morte de migrantes no mar Mediterrâneo. Segundo a estrela de Hollywood, há uma ligação direta entre os conflitos na Síria e em outros locais com o aumento de óbitos na região. Dados do Acnur mostram que mais <a href="https://www.ikmr.org/2014/09/angelina-jolie-e-onu-alertam-para-crise-de-refugiados-no-mediterraneo/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 2,5 mil morreram afogadas ou desapareceram neste ano tentando fazer a travessia entre Oriente Médio ou África e a Europa; António Guterres e Angelina Jolie visitaram uma base naval de salvamento em Malta.</p>
<div id="attachment_13036" style="width: 360px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/09/muller.jpg" rel="shadowbox[sbpost-13035];player=img;"><img class="size-full wp-image-13036" alt="António Guterres (dir.) e Angelina Jolie conversam com pessoas que participaram do resgate em Malta. Foto: Acnur/P. Muller" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/09/muller.jpg" width="350" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">António Guterres (dir.) e Angelina Jolie conversam com pessoas que participaram do resgate em Malta. Foto: Acnur/P. Muller</p></div>
<p><em>Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*</em></p>
<p>A atriz e enviada especial do Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, Angelina Jolie, alertou para a crise que envolve a morte de migrantes no mar Mediterrâneo.</p>
<p>Segundo a estrela de Hollywood, há uma ligação direta entre os conflitos na Síria e em outros locais com o aumento de óbitos na região.</p>
<p>Dados do Acnur mostram que mais de 2,5 mil pessoas morreram afogadas ou desapareceram, desde o início do ano, durante travessia de barco pelo Mediterrâneo para chegar à Europa. A agência da ONU calcula que 2,2 mil casos ocorreram desde o início de junho.</p>
<p><strong>Corpos</strong></p>
<p>Neste fim de semana foram registrados novos naufrágios nos litorais do Egito e da Líbia. Agências de notícias dizem que a marinha líbia encontrou &#8220;muitos corpos flutuando no mar&#8221;.</p>
<p>Pelo menos 36 pessoas foram resgatadas após o naufrágio de uma embarcação que transportava 250 pessoas perto de Trípoli.</p>
<p>Neste domingo, Jolie visitou a sede de salvamento naval em Malta acompanhada do alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres. Segundo a imprensa, houve um naufrágio de uma embarcação que tinha até 500 pessoas a bordo, perto da costa maltesa, na semana passada.</p>
<p><strong>Tragédias</strong></p>
<p>Na capital do país, Valletta, Jolie e Guterres visitaram sobreviventes de uma das tragédias. Eles foram salvos pelas autoridades maltesas num navio comercial antes de serem levados à ilha.</p>
<p>Para Jolie é preciso entender o que leva as pessoas a arriscarem a vida de seus filhos em barcos superlotados e inseguros.</p>
<p>A atriz explicou que isso é feito pelo grande desejo de se encontrar refúgio.</p>
<p>Para ela, a crise faz parte de um problema maior, que é o aumento crescente do número de deslocados por causa de conflitos em todo o mundo, que já atingiu 51 milhões.</p>
<p><strong>Proteção</strong></p>
<p>Para a atriz, caso não sejam combatidas as causas desses conflitos, o número de refugiados que morrem ou são incapazes de encontrar proteção vai continuar subindo.</p>
<p>O chefe do Acnur pediu que a resposta europeia seja um esforço verdadeiramente coletivo com formas mais seguras de proteção. Para Guterres, é necessário manter uma forte capacidade de resgate de pessoas no mar, caso contrário mais vidas serão perdidas à porta do continente.</p>
<p><strong>Recém-chegados</strong></p>
<p>O Acnur calcula que 130 mil pessoas tenham chegado à Europa por mar este ano, mais do que o dobro dos 60 mil registrados em 2013. A Itália recebeu mais de 118 mil recém-chegados, na sua maioria resgatados no mar pela operação da marinha italiana denominada Mare Nostrum.</p>
<p>Guterres pediu alternativas legais de segurança destinada aos que fogem de conflitos e perseguições para que não sejam obrigados a tentar atravessar para a Europa por via marítima.<br />
Entre elas estão reassentamento, admissão com base em necessidades humanitárias, sistemas de patrocínio privado, reunificação familiar e programas como visto de estudante ou de emprego.</p>
<p>*Apresentação: Edgard Júnior</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2014/09/chefe-do-acnur-e-atriz-americana-alertam-para-crise-no-mediterraneo/#.VBe0tvldVIA" target="_blank">Rádio ONU</a></p>
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