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	<title>IKMR &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Ou encontramos um Caminho ou abrimos Um</description>
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		<title>Dia Internacional da Mulher 2014: Conheça a inspiradora Ana Calvo</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2014 21:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivianne Reis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Questões Globais]]></category>

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		<description><![CDATA[08 março é Dia Internacional da Mulher. E neste ano, para celebrar as mulheres e suas realizações em todo o mundo, queríamos apresentar-lhe apenas uma das muitas mulheres inspiradoras que trabalham para o ACNUR. A Dra. Ana Calvo atualmente vive na Jordânia e trabalha no campo de refugiados Za&#8217;atari como Diretora de Saúde Pública. Leia mais para saber sobre como seu trabalho duro e incrível ajuda os refugiados sírios. Qual é a sua formação? Sou espanhola e médica por formação. Tenho trabalhado em muitas emergências, tanto após as catástrofes naturais, quanto para populações que foram forçadas a fugir devido a conflitos. Passei <a href="https://www.ikmr.org/2014/03/dia-internacional-da-mulher-2014-conheca-a-inspiradora-ana-calvo/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i><a href="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/03/ana1.jpg" rel="shadowbox[sbpost-6806];player=img;"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-6810" alt="ana" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/03/ana1-200x220.jpg" width="200" height="220" /></a>08 março é Dia Internacional da Mulher. E neste ano, para celebrar as mulheres e suas realizações em todo o mundo, queríamos apresentar-lhe apenas uma das muitas mulheres inspiradoras que trabalham para o ACNUR. A Dra. Ana Calvo atualmente vive na Jordânia e trabalha no campo de refugiados Za&#8217;atari como Diretora de Saúde Pública. Leia mais para saber sobre como seu trabalho duro e incrível ajuda os refugiados sírios.</i></p>
<p><b>Qual é a sua formação?</b></p>
<p>Sou espanhola e médica por formação. Tenho trabalhado em muitas emergências, tanto após as catástrofes naturais, quanto para populações que foram forçadas a fugir devido a conflitos. Passei por muitos países, como Moçambique, Colômbia, Afeganistão, Mianmar e Kosovo. Basicamente, qualquer situação em que pessoas têm que de repente fugir de suas casas Eu estou lá.</p>
<p><b>O que você está fazendo na Jordânia?</b></p>
<p>Tenho trabalhado em campos de refugiados na Jordânia, desde outubro de 2012, para apoiar refugiados sírios. Muito do meu trabalho acontece no acampamento Za&#8217;atari, mas também trabalho com refugiados urbanos. Sou parte de uma equipe comprometida e altamente qualificada que trabalha em diferentes áreas, tais como registro, abrigo, proteção, saneamento, água e serviços de saúde. Todas essas atividades são vitais: nós ajudamos e protegemos os refugiados do sofrimento involuntário que eles terão de enfrentar como consequência da guerra.</p>
<p><b>O que você faz no campo de Za&#8217;atari?</b></p>
<p>Atividades de saúde são cruciais durante a chegada ao acampamento e, como todos os dias temos novas pessoas chegando, você pode imaginar que os dias são muito ocupados por aqui. Há refugiados feridos, jovens refugiados muitas vezes não acompanhados, amputados de guerra com deficiências, mulheres e crianças traumatizadas psicologicamente pelo terror que passaram, com grande necessidade de ajuda. Há também adultos com complicações de doenças crônicas ou problemas de saúde mental, porque eles não puderam obter o medicamento de que necessitavam dentro da Síria. Depois de anos de guerra no país, muitas crianças não tiveram suas vacinas básicas &#8211; e mulheres grávidas não realizaram os exames pré-natais. Essas pessoas não tiveram cuidados de saúde durante meses, às vezes por anos, porque a guerra destruiu os centros de saúde que eles costumavam ir.</p>
<p><b>O tratamento de pacientes no momento da chegada é sua função principal no campo?</b></p>
<p>Como Oficial de Saúde Pública do ACNUR, ajudo a prover exames médicos de recém-chegados, mas também coordenar outras atividades de saúde para proteger a saúde dos refugiados uma vez que estão instalados e tem alguma estabilidade em sua nova casa. Nós desenhamos programas de saúde semelhantes aos que esses refugiados teriam tido acesso na Síria, inclusive vacinas para prevenir a propagação de doenças, serviços para aqueles que sofrem de doenças crônicas, saúde reprodutiva e infantil, tratamento de lesões, bem como os serviços de saúde mental. Tudo isso para cerca de 60 mil crianças, 7.000 mulheres grávidas, cerca de 4.000 pessoas mais velhas e mais de 50 mil adultos.</p>
<p><b>Como são financiadas todas essas atividades?</b></p>
<p>Nós não poderíamos fazer tudo o que fazemos sem doações para o ACNUR. Essas contribuições tornam nosso trabalho possível para que possamos continuar a salvar vidas e proteger essas pessoas &#8211; que já passaram por tanta coisa e ainda agora em um campo eles têm de enfrentar os desafios que eles nunca teriam anteriormente.</p>
<p>Durante o ano passado, fomos capazes de fazer um excelente trabalho no campo de refugiados Za&#8217;atari e não houve surtos de sarampo, diarréia ou outras epidemias. Também não há causas evitáveis ​​de morte, tais como mortes maternas. Os doadores nos ajudam a fazer isso.</p>
<p><b>Como é um dia normal na sua rotina?</b></p>
<p>Talvez, todas as atividades que citei podem parecer impossíveis de serem desenvolvidas em uma rotina diária, mas fazemos. No início da manhã, a equipe do ACNUR trabalha em áreas de saúde, registro, proteção, abrigo; e a gestão de acampamento divide um carro que nos traz de Amã para o acampamento. Durante esta viagem, nós compartilhamos o fardo de problemas não resolvidos e a alegria de casos atendidos com sucesso. No meio do caminho paramos para comprar o falafel do dia e uma xícara de café forte.</p>
<p>Ao aproximar-se do acampamento, faço chamadas telefônicas para diretores de hospitais, oficiais do Ministério da Saúde, clínicas e líderes comunitários de saúde para confirmar as reuniões de coordenação, treinamentos, acompanhamento de casos médicos, atividades de saúde da comunidade, verificar o relato de doenças que exigem notificação e verificar se as orientações técnicas sobre doenças transmissíveis foram implementadas.</p>
<p>Uma vez no acampamento, entre 08:30 e 10:00, tenho visitas de seguimento com os médicos nos estabelecimentos de saúde antes de iniciar consultas. Entre 10:00 e 01:00, temos reuniões com parceiros a nível de coordenação. Na parte da tarde eu acompanho as atividades na comunidade com 12 comitês comunitários de saúde. Claro que, no meio de tudo eu tenho alguns cafés e compartilho lanches em algumas clínicas. Se é dia de Juma, o hospital marroquino nos convida a um cuscuz que é sempre uma agradável pausa.</p>
<p><b>Você deve precisar de uma boa noite de sono depois disso.</b></p>
<p>Durante os primeiros quatro meses no acampamento, também fiz plantões noturnos para avaliar as necessidades e para executar a pesquisa nutricional ou reprodutiva. Em seguida, usamos essas informações para ajustar modelos de programas de saúde globais e criar novos sistemas de triagem médica. Isso foi feito em conjunto pela equipe nacional e internacional e com os próprios refugiados sírios. Devo dizer que estas são algumas das melhores recordações de meu tempo em Za&#8217;atari e fez o nosso trabalho produtivo e recompensador. Olhando para trás, o sucesso do rastreio e programas médicos essenciais, hoje, é o resultado desse esforço de equipe e eu nós encontramos muitas pessoas inspiradoras.</p>
<p><b>Como você vê o futuro?</b></p>
<p>Às vezes me sinto triste, percebendo que eu ainda me apresento como uma médica humanitária, depois de tantos anos. Pertenço a um grupo de médicos que terá de conviver, mais uma vez, com outras guerras. Apesar de juntar esforços coletivos durante os últimos 20 anos contribuindo para o alívio de guerra e soluções duradouras, os impactos humanitários das guerras ainda são a razão pela qual eu faço o que faço. Felizmente, as pessoas e os governos que doam ao ACNUR irão contribuir não somente para os esforços de ajuda humanitária, mas também em longo prazo, para soluções permanentes para as pessoas afetadas de forma tão drástica.</p>
<p>No Campo de Refugiados Za&#8217;atari na Jordânia,<b>você pode ajudar </b>a Ana e o ACNUR:</p>
<ul>
<li>Fazer o parto de em torno de 70 bebês por semana e prestar cuidados pré-natais</li>
<li>Fornecer 60.000 consultas de saúde a cada mês para os refugiados</li>
<li>Vacinar milhares de crianças menores de cinco anos contra a poliomielite, sarampo e outras doenças</li>
<li>Promover campanhas de higiene nas tendas para proteger os refugiados de doenças infecciosas, como diarréia e tuberculose</li>
<li>E tratar dos que vivem com doenças crônicas</li>
</ul>
<p><b><br />
Doe agora em: <a title="http://donate.unhcr.org/pt/siria/" href="http://acnur.org/doe-para-siria" target="_blank">acnur.org/doe-para-siria</a></b></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.acnur.org/t3/portugues/o-acnur/junte-se-a-nos/dia-internacional-da-mulher-2014-conheca-a-inspiradora-ana-calvo/" target="_blank">ACNUR</a></p>
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		<title>Falta de moradia para refugiados é problema no Brasil, diz Acnur</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jan 2014 12:28:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Laís Em contexto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[América]]></category>
		<category><![CDATA[Diário Global]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Fugindo de ameaças e conflitos em seus países, milhares de estrangeiros têm visto o Brasil como um destino seguro e de oportunidades. No ano passado, o número de solicitações de refúgio chegou a 5.200, mais do que o dobro dos pedidos feitos em 2012. Segundo o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, o número de autorizações de permanência triplicou – 649 pessoas tiveram o reconhecimento da condição de refugiado. Ao todo, cerca de 4.500 estrangeiros de 70 nacionalidades com esse perfil vivem hoje no Brasil. O país, no entanto, caminha lentamente para oferecer a acolhida <a href="https://www.ikmr.org/2014/01/falta-de-moradia-para-refugiados-e-problema-no-brasil-diz-acnur/"> <b>Saiba Mais</b></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3687" style="width: 350px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-3687" alt="André Ramirez  | IKMR" src="https://www.ikmr.org/wp-content/uploads/2014/01/andreramirezacnur.jpg" width="340" height="191" /><p class="wp-caption-text">Andrés Ramirez, representante do Acnur no Brasil</p></div>
<p>Fugindo de ameaças e conflitos em seus países, milhares de estrangeiros têm visto o Brasil como um destino seguro e de oportunidades. No ano passado, o número de solicitações de refúgio chegou a 5.200, mais do que o dobro dos pedidos feitos em 2012.</p>
<p>Segundo o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, o número de autorizações de permanência triplicou – 649 pessoas tiveram o reconhecimento da condição de refugiado. Ao todo, cerca de 4.500 estrangeiros de 70 nacionalidades com esse perfil vivem hoje no Brasil.</p>
<p>O país, no entanto, caminha lentamente para oferecer a acolhida necessária. Em entrevista à DW Brasil, Andrés Ramirez, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, identifica as falhas do governo e aponta as iniciativas que têm sido traçadas para que o país dê a assistência adequada a quem é forçado a deixar o país de origem.</p>
<p>DW Brasil: <em>O Brasil tem atraído cada vez mais pessoas que fogem de guerras e perseguições em todo o mundo. O país está preparado para esse movimento crescente?</em></p>
<p>Andrés Ramirez: O Brasil vem se preparando, porque o aumento de solicitações tem sido uma constante. Quando cheguei ao país como representante do Acnur, em 2010, havia 500 pedidos de reconhecimento de refúgio. No ano passado, foram mais de 5 mil. O Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] está traçando um perfil dos refugiados que estão no Brasil para entender melhor as demandas e apresentar propostas para melhorar a integração dessas pessoas no país. Para este ano, o Acnur planeja repassar fundos ao Conare para que o órgão seja fortalecido e lide melhor com o atendimento aos refugiados, tendo em vista a chegada crescente de solicitantes.</p>
<p><em>Não existe uma política de moradia para refugiados no Brasil. Há muitos relatos de estrangeiros que, ao chegar, passaram vários dias na rua, sem amparo. Quando encontram ajuda, ela sempre vem de entidades filantrópicas. Qual seria o papel do governo?</em></p>
<p>Esse tem sido um problema. Para resolver ou pelo menos tentar diminuir esse efeito negativo temos apostado nos Comitês Estaduais para Refugiados. Nesses órgãos, autoridades locais podem pensar melhor em estratégias de ajuda. A maioria dos solicitantes de refúgio chega a São Paulo. Lá, há muitos moradores de rua, faltam espaços de acolhida, mas por meio dos nossos parceiros temos conseguido apoio para algumas pessoas que têm dificuldade em encontrar uma moradia decente. No final de 2013, abrimos um escritório do Acnur em São Paulo para estabelecer uma articulação maior com os parceiros e as ONGs que trabalham com direitos humanos e migração. O tema da moradia é uma preocupação.</p>
<p><em>E já se cogitou oferecer apoio às entidades filantrópicas que trabalham com refugiados ou criar centros públicos de acolhida em parceria com os governos estaduais?</em></p>
<p>Os comitês estaduais têm um limite de atuação. Por isso, a articulação com as ONGs é importante. Como você está falando, são possibilidades que a gente poderia cogitar. Nossa próxima ideia é estabelecer parcerias com os municípios. Queremos criar um Comitê Municipal para Refugiados em São Paulo, que tem sido o principal destino dos solicitantes.</p>
<p><em>O governo brasileiro se concentra na questão burocrática da documentação. Ele também se responsabiliza pela integração dos refugiados no país ou passa tudo isso para o Acnur?</em></p>
<p>A verdade é que a responsabilidade da integração é dos governos federal, estadual e municipal. O Acnur trabalha na ponta. É preciso considerar que nosso escritório é muito pequeno. Os recursos são muito limitados, e o Brasil é um país gigantesco. Os recursos do Acnur a nível mundial também são restritos. Normalmente, os doadores internacionais destinam recursos para operações humanitárias na África e no Oriente Médio, onde a situação é muito pior. Por isso, precisamos delegar muito trabalho aos comitês estaduais e procurar ONGs. O governo federal tem um limite também, mas, de qualquer maneira, está ajudando a repassar recursos para fortalecer o Conare.</p>
<p><em>No cenário internacional, qual é o papel do Brasil quanto ao tema refúgio? É um país de destaque?</em></p>
<p>O Brasil se destaca com uma legislação avançada. A Lei 9474/97 regulamenta a condição jurídica do refugiado e o Acnur, nesse sentido, reconhece a importância do país. No final de 2014, o Brasil irá sediar o evento Cartagena +30, que vai comemorar os 30 anos da Declaração de Cartagena. O instrumento é um marco na garantia de proteção de refugiados e outros deslocados forçados na América Latina e Caribe. A intenção é montar um plano de trabalho a nível regional para encontrar as melhores estratégias de trabalho.</p>
<p><em>Muitos solicitantes não são vítimas de guerras ou perseguições, mas vêm ao Brasil em busca de melhores condições de vida. Esse perfil tem crescido. Essas pessoas têm conseguido reconhecimento de refugiado?</em></p>
<p>Não estão chegando apenas refugiados ao Brasil, mas também quem não tem o perfil e solicita. A Lei 9474/97 permite que o pedido seja feito. A solicitação é avaliada pelos membros do Conare. Os que pedem refúgio apenas para conseguir documentos e regularizar sua situação no país acabam não conseguindo, como a maioria dos senegaleses. É legítimo tentar uma vida melhor, mas por claramente não serem refugiados, não são reconhecidos. No caso dos sírios, 100% dos que estão chegando estão recebendo a autorização de permanência.</p>
<p><em>Quanto aos sírios, é uma parcela pequena que procura o Brasil?</em></p>
<p>São poucos. Estamos falando de 333 refugiados sírios reconhecidos no Brasil desde 2011, quando estourou o conflito. A maior parte foi reconhecida no ano passado – 283 pessoas. Esses números são pequenos em relação aos do Oriente Médio. Dos mais de 2 milhões de sírios afetados pela guerra, 97% ficam nos países vizinhos.</p>
<p><em>Os países desenvolvidos têm imposto barreiras para a entrada de refugiados?</em></p>
<p>O Acnur sempre se preocupa com o mito de que os refugiados ficam em países desenvolvidos. Na verdade, a maioria está em países em desenvolvimento. Isso não é por acaso. A maioria não tem condições financeiras de sair do país e acaba indo para países vizinhos, que também são pobres. A lógica propulsora que movimenta os refugiados é diferente da do imigrante. O refugiado está em uma fuga para poder sobreviver. É a vida que está em risco. Então, não há condições de se ter uma política de restrição a refugiados que apenas estão fugindo por causa de perseguições e guerras. Ninguém escolhe ser refugiado.</p>
<p>Fonte: <a title="Falta de moradia para refugiados é problema no Brasil, diz Acnur" href="http://www.dw.de/falta-de-moradia-para-refugiados-%C3%A9-problema-no-brasil-diz-acnur/a-17362828" target="_blank">DW</a></p>
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